De acordo com o presidente da
Kodak no Brasil, Fernando Bautista,
os estudantes de artes e muitos dos cineastas
profissionais de hoje em dia criaram seus primeiros filmes em “Super 8”. Trinta
anos depois, este meio de pequeno padrão ainda é uma maneira fácil e barata
para estudantes e entusiásticos trabalharem em resolução cinematográfica e
profundidade de cor que ainda hoje não foram superados pelas últimas
tecnologias em vídeo. Não surpreendentemente, a magia do “Super 8” achou até um
caminho nos melhores vídeos-clips e comerciais atuais.
Os cineastas
profissionais mesmo com a nova tecnologia digital ainda preferem gravar em película
por conta da imagem que é conseguida através da câmera analógica,mas
infelizmente foi anunciado que a Kodak encerara as atividades este ano.
No início do cinema, os filmes eram produzidos
através de películas e com o advento das novas tecnologias houve uma mudança
para o cinema digital, mas isso não quer dizer que as obras em película sejam
inferiores. O que realmente importa é a qualidade da história que foi produzida,
independentemente da técnica utilizada, a tecnologia só vem auxiliar para o
trabalho ficar cada vez melhor.
Segundo Marcela Fazzio, especialista em
cinema da distribuidora “Rain Network”, as principais diferenças entre produtos
produzidos por película e por digital são a locação
da câmera, tamanho da equipe, finalização, diferença
da imagem, áudio e facilidade na distribuição.
O
projeto de um cineasta começa na escolha de uma equipe, na locação de uma
câmera e nas escolhas de elenco e cenário. Para que não saia muito caro deve-se
pensar em trabalhar no conceito de cinema digital, no qual a locação do
equipamento é mais acessível.
Para fazer a locação de uma câmera analógica, deve-se
pensar nos altos custos diários e considerar que em alguns dias podem ocorrer
imprevistos como chuva e outros problemas que atrapalhem a gravação.
Com as facilidades de uma câmera digital, é
possível contratar uma equipe menor, mas buscando o que há de melhor entre os
profissionais da área, de acordo com a idéia que o diretor tem para seu filme.
O cinema digital tem muitas
facilidades se for comparado à película, além do menor custo, já mencionado.
Não é necessário o mesmo cuidado no transporte e no armazenamento, pois
dificilmente o áudio é danificado, com o uso das câmeras digitais a pós-produção
fica mais facilitada, por que se houver problemas de gravação, pode-se regravar,
mas se for em película não há esta possibilidade, já que suas gravações são
feitas através rolos de cinema e suas tiras são coladas uma a uma para a edição
e finalização do filme.
A
pós-produção do cinema digital ficou mais facilitada com o advento do higth-resolution vídeo digital, nos anos
de 1990. Os custos de produção foram baixados significativamente, tornando-se
mais acessíveis a cineastas iniciantes, atualmente é possível instalar
programas no computador pessoal de várias tecnologias para a produção de um
filme, como DVD, conexões e sistemas de edição, software do Premier Adobe Pro, Sony Vegas e Apple para edição.
Na película, os procedimentos de
pré-produção e pós-produção são mais artesanais e seus altos custos dificultam
o acesso de pessoas com o desejo de se tornarem cineastas, etapas como a distribuição
e o marketing necessário para que o filme seja recebido na mídia requerem muito
investimento. Por outro lado, com a tecnologia digital, o cinema independente consegue
se expandir cada vez mais por conta da democratização dos meios tecnológicos é
possível lançar um filme caseiro na mídia facilmente.
A
distribuição dos filmes em películas é muito mais cara e complicada do que a
distribuição digital. Segundo Marcela Fazzio, um filme
lançado em película tem a sua qualidade comprometida através do uso e manuseio
das cópias. Após uma semana em cartaz, a cópia apresenta riscos e sujeiras e
quando é transportado para outra sala de cinema o filme perde frames em função da montagem e
re-montagem dos rolos. A qualidade do filme digital é a mesma do início ao fim.
Existem muitas dificuldades para aqueles que se utilizam do cinema
produzido em película. Além do que já foi citado, menor audiência eles terão
por conta da dificuldade de levar estes filmes para fora das grandes capitais, perdendo
muito do dinheiro usado para a produção e mesmo que o filme tenha muita
qualidade, acaba não tendo o reconhecimento necessário.
De
acordo com Marcela, para que o filme em
película percorra o circuito exibidor, é necessário novo investimento no
transporte, que não é barato, tendo em vista que o peso final do filme gira em
torno de 50 kg. O filme digital é enviado pela internet, através de arquivos
criptografados, significando custo zero.
Em geral, os filmes em película são lançados com um número reduzido de cópias
físicas tendo sua distribuição limitada, sendo assim, os pequenos exibidores e
os localizados fora do eixo Rio- São Paulo ficam muito prejudicados, recebem o
filme quando o mesmo já se encontra nas locadoras, bancas piratas ou
disponíveis para downloads na internet.
Mas
apesar disso este ano foi criado pelo diretor Frances Michel Hazanavicius o
filme O Artista ,que se passa na década de 20 e conta a història de um ator de cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin )
,que se vê ameaçado pelo começo do cinema falado .
Este filme foi feito em preto
e branco e è mudo ,uma homenagem ao inicio do cinema ,por conta disso no Oscar
2012 ,ganhou os prêmios de Trilha Sonora,Ator,Diretor e Filme .O Artista marca
de vez o fim do cinema analógico e começo
oficialmente do Cinema Digital e 3D .
Trailer do filme O Artista